sábado, agosto 18, 2012

Colateral

Olá, seres.

Devo adiantar e informá-los de que meu horário de encontro com Morpheus e suas adoráveis ninfas está absurdamente caótico, portanto, perdoem-me -ou não- por minhas alucinações solitárias, coletivas e estatais. 

Levantei, acendi um incenso e dirigi-me ao terraço. Meio céu escuro, meio céu claro.
Avistei algumas estrelas preparando-se para sua retirada deste recinto ocidental, e dentre elas, avistei Vênus e lembrei-me de Camões, o qual com sua esfinge vem devorando a nós, pobres mortais, durante bons séculos.
Inspirei-me então e vim contar um breve romance, embora eu não saiba por onde começar. Entretanto, outrora, nesta mente que vos pensa -escreve, diz e mente- houvera mil romances que poderiam muito bem aqui serem compartilhados com quem quer que fosse. Mil romances, todos eles com seus mil finais, dentre os quais nem a minha própria pessoa poderia com precisão afirmar o eleito. Tempo ao tempo, os ditos cujos esvaneceram-se, salvo algumas exceções que, por ousarem o extremo da loucura, permaneceram intactas aqui, em mim...
Tomei um chá para tentar amenizar os efeitos terríveis que os antibióticos causaram ao meu pobre estômago. Tomei um gole e sentei-me por aqui, dizendo olá e tentando terminar o que comecei.

Pois bem, vou aqui contar um breve romance, o qual, na verdade, deveria ser um conto que, em suma, não existe.