quarta-feira, setembro 11, 2013

Barca

Teria pego o livro em minha bolsa, afogado-me em mais uma versão da Bretanha Arthuriana, sofrendo com a nostalgia, com as fatídicas traições e mortes, mas não quis.
Somos nessa barca algumas centenas, que talvez cheguem à milhar, tentando atravessar uma baía para seguirmos caminhos distintos que se cruzam apenas agora. Tênues linhas que constituem uma teia maior a tocarem-se durante alguns minutos.

Agora a viagem está a terminar, não me lembrarei desses rostos, e o único registro dessa conexão efêmera será esse espaço no caderninho.

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