Eu me vejo nessa poça d'água sempre turva numa imagem disforme e inconstante que se guia vez e outra pela lua.
Eu que me vejo, mas também não vejo, e atrás dos olhos refletidos há apenas mais água e no fundo, concreto.
Você que não se vê, que não se sente, não respira, não vive.
Você cujos sonhos não existem, e os que existem foram implantados por terceiros.
Nós que não pensamos e somos contagiosos em nossa ignorância.
Arranquemos esta pele de cordeiro e vivamos como lobos.
Arranquemos esta crosta pútrida e corramos nus.
Arranquemos nosso espírito deste cárcere.
2 comentários:
Menina Lalesca, tão pequena e tão grande! Profundo.♥ Love it.
Obrigada pelo carinho, Cinthya!
Eu escrevo por mim, mas também escrevo para as pessoas. Então é sempre gratificante quando essas minhas palavras são sentidas de alguma forma.
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