O amor era uma coisinha estranha dentro do peito e de essência contraditória. Em contato com o miocárdio, apertava-o até doer para depois soltá-lo com toda a delicadeza do mundo. Descontrolava a respiração e revirava o estômago cheio de suco gástrico a qualquer momento que lhe desse na telha. Elevava ao Infinito a pobre alma sorridente. E quando ele tristemente morria, quietinho em sua significância, quase como se não tivesse existido, um tempo depois renascia, voltando a deixar os poetas sem palavras.
O amor faz piada dos tolos que fingem não vê-lo e que trancam-se em quartos eternamente cinzas.
O amor despurifica as donzelas e humaniza as putas.
O amor é vida, e com ela só aguentam os corajosos.
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